sexta-feira, 29 de abril de 2011

Carros lentos, na evolução.

O que podemos dizer da indústria automobilística? Eles estão sempre inovando, estão tão evoluídos... ops! nem tanto.

É engraçado, cada fabricante mostra uma evolução legal em um item do carro e parece que todos os esforços foram gastos nessa evolução que acabam deixando uma coisa arcaica pra trás.

Existem carros que tem trava elétrica nas portas, ou seja, as portas só se abrem ou fecham com o comando da chave e ainda assim é possível de serem trancados com a chave dentro. Isso é uma situação que me lembro de ver desde que eu era criança, pessoas tentando de tudo pra abrir o carro e com a chave bem ali jogada  no banco da frente. No meu carro por exemplo isso é possível, apesar do controle elétrico das portas, pois só existe a impossibilidade de se trancar por dentro a porta do motorista, mas se eu passar pela porta do carona e trancá-la por dentro eu consigo trancar o carro com a chave dentro. Ridículo!

Por que ainda existem carros que depois de desligarmos e retirarmos a chave da ignição ainda ficam coisas ligadas, como os faróis acesos? Pra que ficam os faróis acessos depois que o dono vai embora? Eu até entendo que uma pessoa queira deixar o carro desligado e o farol aceso para iluminar alguma coisa, como numa situação de emergência, mas é só fazer como no meu carro, a gente vira a chave da ignição até desligar o carro e continua virando mais um pouquinho e aperta um botãozinho que tem ali na própria ignição e pronto, posso deixar o carro desligado e o farol aceso. Permitir que o farol fique aceso por descuido e descarregue a bateria toda é uma lástima. Desevolução total.

Ainda mais que as baterias evoluidíssimas de hoje não requerem água. Ótimo! Mas também não permitem que se coloque água para prolongar a vida útil ou quando foram totalmente descarregadas, como se fazia antigamente. Aí se elas se descarregam totalmente, é simples, você pega a bendita e joga fora. Jogar fora toda a carcaça e todo aquele material feito com metais pesados que polui tudo só porque aconteceu um deslize de deixar o farol aceso? Isso é evolução? Não sei não... :-)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

TV tela "prana"

Lembra quando surgiram as TVs tela "plana"?

Pois é, o antigo CRT (Cathod Ray Tube ou Tubo de Raios Catódicos) foi totalmente remodelado para se tornar plano.

Vamos lá, como funciona um CRT? Naquela singela peça de vidro que pesa uns 20 quilos tem uma camada de fósforo e outros materiais por dentro e lá no fundinho tem um canhão de raios catódicos. Bem, como esses raios saem do centro do tubo, o tubo não poderia ser plano porque os raios que seriam projetados fora do centro gerariam uma imagem meio deformada.

Pois bem, esse vidro meio abaulado fazia com que as pessoas que estivessem no canto direito da sala vissem uma imagem meio achatada do lado esquerdo da tela da TV. Então, os fabricantes tiveram a grande idéia de tornar a tela plana simplesmente "aplainando" a frente do tubo. Pronto! E como num passe de mágica nós passamos a assistir uma imagem deformada numa tela planinha. Isso fica bem visível quando está passando um documentário sobre a natureza e é mostrado o horizonte lá embaixo na tela e a câmera vai navegando, a gente vai vendo a linha do horizonte torta perto das bordas da TV.

E eu volto pra mesma pergunta: Isso é evolução? Para vermos toda a imagem da TV em qualquer lugar da sala  teremos que ver uma imagem deformada? Ainda bem que agora estamos todos partindo pros LCDs e LEDs que só têm o problema dos pixels perdidos. Nada irritante ficar olhando praquele pontinho preto o tempo todo e pensando que é uma sugeirinha na tela ou que é um inseto dentro da imagem do filme, deixa pra lá...  :-)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Fato motivador: GSM

Lembro-me quando todos nós tivemos que migrar das tecnologias CDMA e TDMA de celulares para a espetacular GSM.

Teríamos a princípio duas grandes vantagens: a Portabilidade e no mínimo umas 42 Funções distintas.

Bem, a portabilidade só conquistamos uma década depois e mesmo assim tem umas operadoras resistentes a idéia. Estávamos sempre "presos" a uma operadora e isso não era o que o criador do "chip" pregava. E quanto as 42 funções, até o momento temos o GPRS (poder usar o celular para navegar, transmitir informações ou como MODEM) que até hoje não nos dá uma velocidade de acesso razoável a internet; localização por triangulação, já substituída pelo GPS, ou seja, não é mais uma função do celular, é um serviço externo, não tendo a ver com o GSM; e o utilíssimo SMS que apesar de ser um custo mínimo para as operadoras sai bem caro para nós usuários. Por exemplo: em 1 minuto de conversação a operadora gasta 10 vezes mais bytes para transmitir a voz do que uma mensagem SMS, isso sem contar o custo que tem para  estar ali, ao vivo conectando os dois aparelhos. E num plano pós-pago o minuto falado custa 1/4 de uma mensagem SMS (vai entender (?) ).

Isso tudo sem contar que a tecnologia GSM foi baseada na TDMA considerada menos avançada que a concorrente CDMA. (Por que?)

Parei pra pensar: Por que não estamos evoluindo? E se não estamos evoluindo estamos o que? Desevoluindo?

Desde então comecei a pensar nessas coisas que estão desevoluindo.

Vou começar a enumerá-las aqui nesse blog e quem tiver algum comentário a fazer com alguma coisa que ainda não observei, aceito sugestões de pauta. :-)