sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Etiqueta de roupa

Etiqueta que arranha.

sábado, 21 de setembro de 2013

MP3 x Lyrics

Lá vou eu falar de antiguidades de novo. O MP3 ficou pra trás num ponto. Assim que surgiram os MP3 players, surgiu a possibilidade de se ouvir e cantar, lendo a letra da música no próprio aparelhinho. Lindo!

Só que para isso alguém tem que colocar na mesma pasta um arquivo de texto como mesmo nome do arquivo da música e a extensão .LRC (de lyrics). Feito isso qualquer MP3 player, inclusive o computador vai mostrando a letra de acordo com o rolar da música.

Pois bem, na época em que isso foi lançado a internet não estava tão difundida quanto hoje e nem era tão rápida e eu acho que isso foi o que impediu essa idéia a decolar, porque quem é que vai digitar todas as letras de suas músicas e ainda por cima, onde encontrá-las? O ideal é mesmo compartilhar, cada um coloca na internet as letras das suas músicas preferidas e um copia do outro.

As gravadoras então nem se coçaram para colocá-las embutidas no CDs(depois reclamam da pirataria), porque criar esses arquivos pode parecer fácil, pois é só digitar as frases linha a linha, só que tem um fator dificultatório: é preciso colocar no começo de cada linha o tempo (min:seg) quando deve ser apresentada cada linha. Isso pra gravadora é fácil, mas pra nós, ficar ouvindo todas as músicas pra anotar a hora de entrada de cada frase, não é tarefa nada fácil.

Pois bem... o que podia ser um facilitador trivial, continua afundado no mar da desevolução.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

De altruismo para egoísmo

Voltei a escrever. E vou começar falando, não da desevolução das coisas, mas sim do próprio homem.

Hoje eu recebi várias demostrações de como o altruísmo, a compaixão e o sentimento de vida em comum tem andado tão distante da nossa sociedade. Resolvi tapar uma "sarjeta" que surgiu após uma nova pavimentação asfáltica da minha rua e que empoça água bem em frente ao meu estabelecimento. Comprei a mistura pronta de massa que é só adicionar água e temos a massa, pronta. :-) Peguei meu vasilhame de preparo de massa e minha colher de pedreiro e fui pra calçada (pergunta: por que eu tenho uma colher de pedreiro?).

Tapei mais ou menos uns 2 metros de sarjeta e fui preparar mais massa, enquanto peguei outro saco de massa de 25 Kg (haja coluna!) um indivíduo resolveu ficar de pé, parado, bem ao lado de onde eu tava fazendo a massa. Me desculpem, mas eu me recuso a pedir licença quando a situação é óbvia e ainda mais que eu cheguei e me instalei primeiro. Fui virando o saco de cimento no vasilhame e foi fazendo aquela névoa de cimento e o cara ainda ficou me olhando de lado, como se dissesse: "não vai pedir licença não?" Não, não vou. :-P Parece que ele estar parado numa esquina num solão de 11h fazendo nada fosse mais importante que eu, que já estava ali, trabalhando.

Logo depois de completar mais 2 metros, parei para ir lançar umas notas e quando voltei já tinha uma bicicleta estacionada bem em cima da minha "obra", mesmo tendo eu sinalizado com umas sacolas brancas da massa com pedras dentro e vassoura, caixa de misturar a massa e outras coisinhas. Vai ver pensaram que era lixo que caiu do caminhão, sei lá. Peguei a bendita bicicleta e coloquei ao lado, nesse momento o indivíduo saiu e disse que aquele trilho desenhado com a marca de pneu que começava na esquina e terminava exatamente no pneu de trás da bicicleta dele, não tinha sido feito pela bicicleta dele. Fiquei quieto, porque afinal de contas era um cliente, mas na minha cabeça vinha uma resposta assim: "Não moço, ela veio assim, levitando, lá do céu e de repente pousou aqui, ó!".

Fui buscar água pra limpar a colher de pedreiro pra eliminar aquelas trilhas desenhadas no chão quando ouço um barulho "cataplofit!". Parou um carro bem à margem do cimento , mas arremessando meu vasilhame pra cima do cimento e fazendo um buracão nele. Como se não bastasse sai uma senhora de dentro dele e pisa com os 2 pés na massa fresca. Que gostoso! :-)

Fiz mais massa e continuei minha epopéia ali abaixado no chão quando chegou outro indivíduo e foi estacionar o carro bem rente a calçada e foi chegando, foi chegando, foi chegando, até que eu levantei a cabeça e olhei bem dentro dos olhos dele, aí ele parou. Tão próximo que eu nem poderia me mover pra continuar meu trabalho. A sua esposa saiu sorridente do carro e eu novamente tive que lembrar que era cliente e disse com aquele sorriso com os dentes travados: "só não pode me atropelar hein!".

Depois que o bendito saiu  com o seu carro de onde eu estava, pude terminar o serviço. Apesar dos comentários de um funcionário público perguntando se eu tinha permissão para fazer obra em via pública e fora algumas piadinhas, tipo: "Mudou de emprego? Tá difícil a vida!" ou "Lá em casa tem uma laje pra encher!", mas também tiveram as palavras de incentivo: "Saulo mil e uma utilidades" ou "De fome você não morre, rapaz trabalhador."

Depois de tudo pronto, coloquei uma calha de metal de uns 6 metros ao longo da antiga sarjeta, mesmo pensando na possibilidade de ser roubada, e coloquei uma caixa de papelão de 1,5x1m bem na frente pra ficar claro que não era pra passar ali. Pois bem, não deu 10 minutos, um indivíduo conseguiu fazer uma manobra que, no teste do Detran a maioria fica reprovada, o fatídico 8, ele conseguiu passar nos míseros 60cm que separavam a calha da caixa de papelão e passou por cima do cimento fresco com a moto e destruiu uns 3 metros do meu trabalho e quando viu a m... que fez, caiu fora!

Eu fico pensando... as pessoas hoje em dia não conseguem pensar nem um pouquinho nos outros, às vezes, não conseguem nem enxergar os outros. Pensar nos problemas e necessidades alheias, muito menos!
Isso era uma coisa que dava pra evoluirmos, mas só rola a bendita da "desevolução".

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cabo Ótico

É estranho como grandes evoluções da humanidade deixam de ser usadas, sem nenhuma explicação, assim como se fossem uma moda que "não colou".

Tínhamos um problema que era a perda de sinal ou interferências que aconteciam entre equipamentos de som. O que atrapalhava era a captação de interferência eletromagnética pelos fios. Então foi pensado um método para transferir os sinais de áudio que não sofresse perdas com essas interferências.

Os cabos óticos são uma ótima saída para esse problema, os sinais de luz são enviados em um cabo pouco flexível e transparente por dentro, não recebendo interferência de nenhum tipo.

Vários aparelhos foram dotados dessa saída ótica e depois de algumas tentativas para ver se esse método  "colava", os fabricantes desistiram dele e passaram a usar agora o cabo HDTV para transmitir tanto a imagem quanto o som. Só que como essa transmissão é eletromagnética e, por isso ainda está sujeita a interferência, mesmo existindo uma filtragem lógica dos bits transmitidos.

Talvez não tenha dado certo porque os fabricantes tenham esquecido de uma coisa: o conector ficava sempre na parte de trás dos aparelhos e só tinha sempre um só. Como poderíamos conectar vários aparelhos? Não existe “T” para esse tipo de cabo.

De novo ficamos com a pior opção de tecnologia porque a indústria assim o quis e não nós. Afinal eles sabem o que é melhor pra nós, não é?

domingo, 16 de outubro de 2011

Solado farinha

Minha mãe, preocupada com meus pés, sempre quis comprar os melhores calçados, mas pela falta de grana comprava apenas um par e ele tinha que durar, pelo menos, até o final do pagamento do carnê da loja.

Hoje em dia eu sei que não é legal usar o mesmo calçado todos os dias, porque causa o aparecimento de fungos nos mesmos e que passam pros pés. Por isso eu tenho sempre pelo menos três pares para ficar revezando e estou sempre colocando-os no sol para evitar a presença desses serezinhos inescrupulosos.

Dessa forma eu prefro trocar calçados caros pelos considerados de "segunda linha" das melhores marcas para poder compras vários ao mesmo tempo, sem perder a qualidade das marcas.

Então numa viagem a o Sul do país que é, ou era, o centro produtor de calçados de couro do país, antes da China aparecer no mercado, comprei alguns pares de sapatos chamados antiestresse e  "para diabéticos" por serem leves e forrados e não provocarem feridas nos pés, o que para os diabéticos é um fardo pesado.

Pois bem, usei dois pares no dia-a-dia e deixei um par de reserva para usar depois quando aqueles dois já estivessem gastos. E tive uma surpresa desagradável no primeiro uso, após quase 1 ano desse sapato guardado.

Fui trabalhar, caminhando uns 200 metros até o metrô e depois do metrô mais uns 300 metros até o meu trabalho. Trabalhei sentado e bem paradinho naquele dia pois estava fazendo uma tarefa de muita concentração. Quando desci do prédio para ir almoçar, tive uma sensação no mínimo inusitada e engraçada, se não estivesse acontecendo comigo mesmo. As solas dos sapatos simplesmente "esfarelaram" e eu fiquei com a pelica e o cadarço intactos, mas com os pés diretamente no chão.

Nessas horas eu acabo pensando em algo engraçado pra me desligar da minha desgraça. Me lembrei dos Flintistones, onde eles só andavam descalços e em algum episódio lembro-me deles usando uma roupa chique e uma cobertura para os pés, mas sem sola.

Tive que ir correndo em casa, pagando um dos maiores micos da minha vida para trocar de sapatos, ou melhor para colocar uns sapatos, pois eu estava praticamente descalço.

Depois do susto, quando eu estava já pensando em processar os fabricantes, resolvi olhar um panfleto que vinha dentro do sapato. E qual não foi minha surpresa quando li que esse solado super macio e confortável não podia deixar de ser usado pelo menos uma vez a cada três meses, senão isso poderia acontecer, ou seja, o que aconteceu estava previsto no manual!

Não entendi essa evolução do solado macio, leve, confortável e resistente, desde que não fique guardado.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Engenheiros tristes

Ziper de duas partes que fica só para um lado.

Caneta com recolhimento de ponta que só fica aberta.

Papel higiênico (lado do rolo)

Microfone do headset do celular.

Tampa de alimentos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ai, ai, ai, Pica-pau !


Dizem que o desenho do Pica-pau é inadequado para os dias de hoje (foi lançado em 1940), porque o passarinho é violento, chantagista, nervoso às vezes, sacana, e isso passa uma mensagem ruim para as nossas crianças.

O que dizer então dos desenhos "modernos" como Ben 10, Power Ranger e outros que, por trás de uma fachada de ter sempre uma moral da história tipo: "as crianças não devem fazer isso ou aquilo" escondem um capítulo inteiro de violência, associação para o mal, terrorismo, armas altamente destrutivas, morte (sempre tem morte)? Não acho que para mostrar uma lição boa sempre ter que mostrar violência.

O Pica-pau fazia as coisas instintivamente, ele era brincalhão e pronto. Aprontava loucuras com todos para se dar bem e acabava sempre se dando mal, isso sim mostrava uma lição de moral. Lembro bem do episódio  dos animais que trabalhavam no verão (1951) para terem comida no inverno e o Pica-pau sempre à toa e quando chega o inverno passa fome. Aprende a lição, mas no próximo verão lá está ele à toa de novo :-) Não aprende mesmo :-)

Não acho muito evoluído trocar uns desenhos em que o que acontece está longe de ser real para uma criança, como o Pica-pau, então é tudo utopia mesmo, ela não vai tentar copiar isto; por um desenho, ou monstruosidade em alguns casos, que se assemelham com a realidade da criança, porque o formato parece com pessoas reais, essa sim ela pode querer copiar.

Tiro isso pelo meu sobrinho que vê isso e outro dia chegou pra mim dizendo: "Eu vou matar você e destruir a sua casa! Iiiiá!". Detalhe ele tem 4 aninhos. | :-O

sexta-feira, 20 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Voar agora ficou mais... lento(?)

Em 1976, num Concorde, era possível fazer a rota Rio-Paris em pouco menos de 6 horas e Nova Yorque-Londres em apenas 3 horas, ou seja menos da metade do tempo nos aviões comercias tipo Boing e Airbus.

Podíamos voar na velocidade supersônica de 2.500Km/h contra os 850km/h dos outros aviões. Isso era ótimo, porque não tem nada mais chato do que um vôo intercontinental em que ficamos 10 horas ou mais sentados numa cadeira desconfortável de um avião, mesmo na primeira classe.

Lembrei-me agora dos Jetsons, quando a gente imaginava tudo muito mais moderno nos anos 2000. Tolinhos. A gente pensava que estaria voando em pequenos jatinhos pra lá e pra cá. Tudo bem, se o Sr. Alberto Santos Dumont estivesse aqui hoje, ele talvez dissesse que estamos indo muito bem, mas se já tínhamos um meio de transporte bem mais rápido, por que voltarmos pros mais lentos?

Não, não foi por causa do acidente de julho de 2000. Nem que ele era um avião ultrapassado e sem segurança. O que aconteceu com ele poderia acontecer com qualquer avião, ora, cair uma peça de outro avião na pista e ele passar lá justamente logo depois, não justifica para terminar com essa maravilha da tecnologia/engenharia moderna. E eu que tinha o sonho de viajar num deles...

Mas a inveja que os americanos tinham... os russos tinham um supersônico de passageiros, os ingleses também, até os franceses tinham e eles não... Durante anos eles não deixaram esse avião pousar em solo americano. Diziam que era por questões ambientais. Onde já se viu os americanos preocupados com questões ambientais? E o Kyoto?

O jeito é a gente desevoluir neste item também: aviação. :-(

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Globalização

Distribuição dos problemas

Ergonometria celular

Quando comprei meu primeiro celular, acho que foi em 98, um NEC More que media mais ou menos uns 20cm  e pesava quase 1 quilo fiquei todo feliz, afinal nem tinha telefone em casa e eu trabalhava em todo o Brasil, não tinha como me acharem.

Apesar do tamanho e pesos impensáveis hoje, ele tinha uma ergonometria ótima, era confortável para se segurar, não escorregava a toa e era bom de falar.

É fato que eles evoluíram nas funções, mas temos que admitir, parece que o fator ergonometria foi totalmente abandonado! Atualmente, todos, sem exceções são achatados, planos, lisos e escorregadios. Foi exatamente como descrevi o Nokia Neo que minha namorada havia comprado na época, a mais de 10 anos. Eu tinha um Nokia 6120 e apelidei o celular dela de sabonetinho de motel :-) (olha ele)

Não é por acaso que ouvimos tantas pessoas dizerem que perderam seus celulares escorregando e caindo por aí, em vasos sanitários, pela janela, etc. E tem também o problema de alguns serem pequenos demais, então as pessoas ficam conversando como se fosse um walkie-talkie e não um celular, colocando-o na boca para falar e depois no ouvido para ouvir, isso é muito engraçado. :-)

Acho que temos uma desevolução aí. Eu queria um celular que não escorregasse tanto, pois o da minha esposa vive caindo. ;-)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Canções de assustar adultos

Ao ouvir as novas e evoluídas versões de canções infantis de roda e de ninar, me assustei. O que estão tentando fazer? Polir as letras "sujas" do passado? Ora bolas aquelas letras representavam o sentimento do povo que as criou na época e o modo de viver deles talvez os tenham influenciado. Se hoje aquelas canções não servem mais, que não as usem! Mas não as deformem. O gato levou uma paulada sim e não morreu! reu-reu!

Fiquei meio que paralisado por alguns segundos quando ouvi essa do gato. Pensei que estivesse ouvindo outra canção, mas quando vi que tinha um pau e um gato que não entravam em conflito, saquei a relação. Pensei: Por que estão querendo corrigir isso? A nova letra não faz nem sentido, tem um "miau" deslocado no final sem nenhuma relação com o novo texto. Isso sem contar a do "Boi do Piauí" que não tem mais a cara preta, que é pra não assustar as crianças e o Cravo que não desmaia quando a Rosa vai visitá-lo, porque ela leva um remédio pra ele. Que ridículo!

Existem pesquisas realizadas onde as crianças diziam nem ter idéia do que se tratava a letra, só sabiam que enquanto estavam de mãos dadas brincando de roda, quando falava-se  "miau" todo mundo tinha que se abaixar, aí era aquela diversão. Ou seja, as crianças não são influenciadas pelas letras, porque elas não prestam atenção nelas. Alguém conhece uma criança que depois de cantar essa canção teve a brilhante idéia de bater num gato com um pau?

Então quer dizer que o Folclore agora não é mais uma forma de expressão da nossa cultura e sim um instrumento da nossa pedagogia? Que desevolução!

Olha como ficou a do gato (observe o miau deslocado) :

                    Não atire o pau no gato-tô
                    Porque isso-sô
                    Não se faz-a-az
                    O gatinho-nhô
                    É nosso amigo-gô
                    Não devemos maltratar os animais.
                    Miau!
O novo Boi da Cara Preta, digo, do Piauí

domingo, 15 de maio de 2011

Videogame

1977, Telejogo. Todo mundo com mais de 30, já ouviu falar neles ou já até chegou a brincar com um deles. Era meio chato e sem graça, mas era tudo o que tínhamos de diversão eletrônica disponível na época.

Depois veio o Atari, evolução total no mundo dos jogos. Jogos com movimentos "quase" reais. Na verdade a gente fazia uma forcinha pra imaginar que aqueles aglomerados de quadradinhos tinham alguma forma, mas até que a jogabilidade era boa. Os jogos eram bem simples e tinham uma limitação de fases por causa da pouca memória, então as mesmas fases iam se repetindo e ficando mais difíceis até você não conseguir mais jogar. Me lembro que a única maneira pela qual eu jogava em um Atari era porque eu consertava o de um amigo e ele deixava eu ficar um dia inteiro jogando com ele. :-) Ah aqueles joystics pifavam tanto... ;-)

Aí então vieram os vídeogames de terceira geração, como o Master System, o Megadrive, o Nintendo e o portátil Gameboy e começou uma revolução com os jogos sendo espalhados em cada esquina nos fliperamas, uma febre. Esses sim já tinham uma jogabilidade bem melhor.

A questão é que os jogos surgiram como uma forma de lazer e até recomendado para crianças com dificuldade de coordenação motora ou ainda como auxílio em aprendizado. A simplicidade dos jogos era latente, de uma bolinha atravessando a tela e sendo rebatida por um bastão no Telejogo, um sapo querendo atravessar a rua entre os carros no Atari  e um baixinho barrigudo e bigodudo correndo e passando por vários obstáculos para salvar uma princesa no Nintendo. Lindo! Tinha violência?  Tinha,  o sapo era atropelado, o baixinho "eliminava" os inimigos, mas a simplicidade e a sutileza dos jogos os apresentavam como uma coisa legal para todos.

Mas recentemente as coisas mudaram um pouco, acredito que depois do fenômeno Street Fighter, os jogos começaram a se tornar cada vez mais violentos e em alguns jogos a graça é matar, badernar, quebrar tudo e até estuprar! As telas estão cada vez mais realistas, com imagens em 3 dimensões, som surround com 6 canais, tudo pra tornar o jogo mais próximo do jogador, mas serão esses jogos uma evolução? Eu me lembro que ficava chateado quando um Lemming caía no fogo ou de uma altura muito grande e morria. Bobinho... :-/

sábado, 14 de maio de 2011

Animassão!

Sempre fui fã de animação e fiquei mais apaixonado ainda quando fui ao meu primeiro Anima Mundi, acho que foi em 97, sei lá, melhor não falar pra não ficar lembrando da idade, dele é claro!

Uma coisa que me fascina é a arte de criar movimentos a partir de coisas totalmente inanimadas. A minha preferida é a animação de massinha. Quando eu era criança passava horas vendo aquelas animações na TVE, do Pingu o pinguim de massinha, ficava fascinado. Mas na minha época ainda não era nem sonho ter uma câmera de vídeo em casa para pensar em fazer algo parecido com o da TV, ao contrário de hoje em dia, que é capaz de se fazer até no celular. O mais próximo de animação que eu fazia era decalcar as figurinhas que vinham no chiclete Ping-Pong no canto do caderno e depois passar todas as folhas rápido pra ver os movimentos. :-)

Dessa forma fui cada vez mais apreciando as animações que davam mais trabalho para serem feitas e as que tivessem as técnicas mais elaboradas. Nas votações do Anima Mundi eu sempre dava nota máxima para as massinhas e nunca dava a máxima para as de computação gráfica. Tudo bem dá um trabalhão para criar os personagens no computador e dar todos os movimentos para eles, mas depois é mais uma questão de ir juntando os pedacinhos e montar as histórias. Na massinha não, o personagem tem que ser refeito a cada momento.

Não acho que seja evolução uma passagem para a computação gráfica para termos agilidade na produção de filmes animados, e perdermos aquela essência... poder ver a digital do animador estampada na massinha. Acho que sempre terá espaço para os dois, ou melhor, para todos! ;-)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Fiu-Fiu! Belas curvas... na estrada (?)


Não sei o que se passa na cabeça dos nossos governantes (aliás acho que sei, mas deixa pra lá) que não entendem o óbvio com relação aos acidentes de trânsito nas estradas. Eles sempre gostam de colocar a culpa no povo, como FH fez no caso do apagão energético. "É a imprudência que causa a maioria dos acidentes" eles dizem, mas muitas vezes não tem ninguém lá pra dizer o motivo, que eu acredito que muitas vezes é provocado pelas próprias estradas.

Não exatamente pela má conservação, eu sei que isso acontece, mas vamos voltar um pouquinho antes da construção delas, no projeto. Por que as estradas tem que ter tantas curvas? A tecnologia para criar as contenções e segurar encostas e nivelar a estrada nos permitiria fazer uma estrada com menos curvas, o que por si só já causa menos acidentes. Tá bom, aí vem o pessoal da engenharia e diz que tem que ir seguindo o  perfil do terreno, senão a estrada fica muito cara. Eu digo, caro é o custo de UTI dos acidentados diários (horários/minutários), caros são os resgates, as internações, as indenizações, as aposentadorias por invalidez e as pensões a cônjuges que perdem seus parceiros em acidentes, isso sim é caro.

Existem tantos projetos de curvas para um lado com inclinação da pista para o outro lado, provocando uma força centrífuga muito forte tendendo a jogar o carro para fora da pista. E quando olhamos para os lados, não tinha NADA que impedisse que aquele trecho não fosse tão curvo, ou até que fosse reto! Não entendo o motivo, será que o governo faz as estradas com muitas curvas propositalmente, para que não corramos tanto? Viagem :-).

Gostam tanto de dizer que a tecnologia evoluiu muito nessa área, que temos máquinas capazes de diminuir os custos com terraplanagem e preparação do solo, que temos um asfalto com composto de borracha feito de pneus velhos para ajudar na durabilidade da pista e até na preservação da natureza, dando uma saída nobre para o problema do descarte dos pneus, mas economizam no projeto.

Como podemos dizer que somos evoluídos se para que os projetos fiquem com os menores custos de implantação temos estradas cheias de curvas e construídas sem a base necessária para que o asfalto dure bastante tempo?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Nariz de palhaço

Série Os Jetsons - Parte I (videofone)

Ora ora! Quem diria que em 1962 alguém pudesse falar de tantas coisas que poderíamos ter quase meio século depois? Os senhores Willian Hanna e Joseph Barbera do desenho Os Jetsons já diziam naquela época. Visionários.

O que podemos dizer de um aparelho que eles chamavam de videofone? Foi uma das funções que Martin Cooper imaginou quando inventou o celular? Talvez ele não fosse tão otimista assim, talvez ele esperasse apenas que as pessoas conseguissem se comunicar em todo lugar. Mas com as grandes evoluções no mundo da mídia móvel já poderíamos estar usando esse serviço a muito tempo.

A maioria dos telefones celulares é equipado com câmera, mas apenas para fazer fotos, porque elas estão de um lado e a tela está de outro lado. Alguns modelos mais recentes estão vindo com câmera dos dois lados, mas as operadoras ainda não fornecem o serviço de videofone como víamos nos Jetsons. Até mesmo as vídeo-conferências que existem hoje a gente fi-ca ven-do e ou-vin-do tu-do pi-ca-do assim.

As operadores de telefonia móvel perceberam que vídeo é pesado e parece que enquanto ninguém inventar um método de exibição de vídeo mais leve ou que pelo menos possa ser bem compactado para ser transmitido, elas não estão preocupadas em tornar a realidade dos Jetsons uma coisa comum no nosso dia-a-dia, porque ainda fica muito caro brincar disso, tanto pra elas quanto pra nós, se todo mundo resolvesse brincar disso ao mesmo tempo a infraestrutura atual não suportaria.

Temos a tecnologia, temos clientes ansiosos por usá-la e, novamente, caímos nas garras da ganância humana. Que desevolução! Será que até 2062, que é o ano em que se passa a estória do desenho, já teremos resolvidos esses gaps?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Walk man, walk!

Ouvir música a uns trinta e poucos anos atrás era basicamente com os radinhos de pilha, que chiavam mais do que tocavam música, mas não dava pra levar pra todo lado, porque não pegava rádio em tudo o que era lugar.

Talvez quando o Sr. Akio Morita co-chairman da Sony, em 1979 lançou o primeiro Walkman, desenvolvido por Nobutoshi Kihara, não tivesse noção da evolução que estava para acontecer no mundo da música. Agora sim, estávamos livres para ouvir música onde quiséssemos, sem depender do som do carro ou daqueles aparelhos "portáteis" que pesavam uns 10 kilos e usavam umas 6 pilhas grandes (tamanho D).

Os mais antigos chamavam o novo aparelhinho de "egoísta", pois só o dono escutava, ao contrário dos equipamentos de outrora. Mas a idéia era essa também, além de ouvir música onde quisesse poderia ouvir no volume que quisesse sem perturbar, quase nada, as pessoas ao seu redor.

Pois bem, a primeira desevolução: alguém inventou umas caixas de som para serem conectadas nessa nova maravilha auditiva. É, estragaram parte da idéia. Mas vamos lá, o mundo sobrevive e se reinventa.

Com o advento da informática, surgiu então o MP3 Player, ainda menor e mais portátil, minúsculo. Com fones de embutir, novamente na tentativa de perturbar o mínimo as outras pessoas. E novamente a desevolução, inventaram caixinhas de som para esses bichinhos também.
As formas de reproduzir som foram se espalhando em tudo o que é coisa. Tênis com reprodutor de som para a prática de esportes,  porta canetas com som, bonés, camisas, até geladeiras com som embutido! Tudo que é aparelho foi tendo seu pedacinho de som, incluindo celulares. Tudo para tornar a nossa vida mais musical, mais alegre.

Agora a nova onda da desevolução foi quando alguém teve a brilhante idéia de unir a função viva-voz dos celulares com o reprodutor de MP3 ou rádio, daí então voltamos aos tempos do radinho "chiento". Apesar do celular ter fone de ouvido, onde vamos tem sempre alguém que nunca teve um radinho de pilhas, ouvindo sua música/chiado no volume máximo do celular.

É isso aí! E assim caminha a humanidade... :-)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Terceirizar para... terceirizar

Um fenômeno que herdamos dos Estados Unidos e que acaba por ser um dos pilares da base da economia deles é a tal da terceirização. Tudo o que eles usam, dando certo ou não a gente acaba usando alguns anos depois, como a onda de especialização. Eles mesmos perceberam que especializar demais um profissional não é bom, a pessoa tem que ter um pouquinho de conhecimento de várias áreas para ter uma idéia melhor do que fazer com a sua própria área. Mas mesmo assim tivemos os cursos sequenciais de especialização.

Na terceirização uma empresa responsabiliza outras empresas pela m... que elas fizeram, como se não fossem empresas contratadas por ela mesma para fazer alguma coisas chata que não quer mais fazer ou na maioria das vezes para empurrar os encargos trabalhistas para as outras empresas.

Sempre confiei em marcas que eu achava que detinham unicamente o conhecimento daquele assunto ou que eram as melhores conhecedoras porque faziam aquilo a décadas e deveriam ter acumulado bastante conhecimento. Agora a gente compra um produto daquela marca "confiável" que você conhece desde criancinha e olha no fundo e está escrito "fabritado em RPC"  (escrito errado assim mesmo, porque os chineses não sabem português :-) ) e descobre que o produto está sendo fabricado em qualquer lugar que consiga fazê-lo mais barato do que as mãos hábeis dos nossos trabalhadores que desenvolveram aquele produto. Lamentável.

Pior é quando você contrata um serviço de uma empresa e quando alguma coisa dá errado ela diz que não é culpa dela e que não pode fazer nada, pois o problema foi gerado por uma empresa contratada por ela para fazer parte do serviço. Pra quem a gente liga numa hora dessas? Terceirizar o serviço não é terceirizar a responsabilidade.

Não sei como podem achar evoluído um método de trabalho onde o conhecimento do seu próprio negócio, as vezes uma invenção própria, fica nas mãos de outra empresa com o argumento de diminuir os custos. Desevolução.

Crop the crop

Demorei pra comprar uma câmera digital do tipo profissional pra substituir a minha de filme, não que eu não goste da de filme, mas é porque cada vez fica mais difícil achar algum lugar pra fazer a revelação. E também porque eu estava esperando as "full-frame" aparecerem e depois ficarem mais baratas.

Acabei por comprar uma que não era full-frame(com fator de crop de 1.5, imagem 50% menor), porque descobri algo de podre por trás das full-frame.

Vamos lá, o que é fator de crop e full-frame? As câmeras utilizam a lente que é projetada para formar uma imagem bem ali na posição onde originalmente haveria um filme no tamanho de 24x36mm, sendo assim o ângulo de visão através da lente cobre um certo grau. Usando o mesmo projeto de câmera/lente só trocando o filme pelo sensor digital(16x24mm por exemplo), a imagem vai ser formada um pouco antes e terá um ângulo menor (fator de crop). Veja na imagem:

Então os fotógrafos gastavam uma baba numa lente que pegava um ângulo bem grande(A), as chamadas de grande-angulares e quando as colocavam numa câmera digital elas viravam uma lente normal(B), não dava pra fotografar uma paisagem, por exemplo. Daí pra fotografar a mesma paisagem teriam que comprar uma lente com um ângulo ainda maior e mais cara (C).

Esse problema só acontece porque os fabricantes dizem que fica muito caro fazer um sensor maior, do mesmo tamanho do filme. Só que a tecnologia foi barateando e nada de vir esse sensor chamado de full-frame. Quando eles realmente fizeram uma câmera full-frame, foi um fiasco. Eles pegaram os mesmos pontos (pixel) que tinham nos sensores menores e apenas os "engordaram" para preencher todo o espaço que faltava, dessa forma temos uma lente full-frame com uma imagem de baixa qualidade, pois formarão uma imagem mais granulada que os sensores menores. Que fiasco!

Dá pra perceber como o homem tem essa capacidade de evoluir e "desevoluir" para o bem do capital financeiro? Onde vamos chegar com isso?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

e-film, encerrando o assunto

Mandei um e-mail pra empresa fabricante do e-film perguntando como eu faço pra comprar um, dando uma de João-sem-braço. ;-)
A resposta na íntegra foi:

"It's no longer on the market."

Acentos, pôr quê rêtírá-lôs?

Nunca fui fã das aulas de português, não pela língua e sim pelo método de ensino, não gosto. Nunca entendi o motivo por que eu tinha que saber, ou melhor temporariamente decorar que existiam as orações subordinadas adjetivas causais comparativas concessivas condicionais conformativas consecutivas finais proporcionais e temporais. Acho mais importante saber como escrever sem usar as manias de verão que acabam indo parar no nosso dicionário ("popozuda") e conseguir transmitir suas idéias pelas palavras e ser entendido.

Mas a nossa língua eu acho linda e gosto das peculiaridades que permitem nos comunicar sem muita ambigüidade de sentidos e interpretações. Permitiam, estão mudando tudo.

Não sei o motivo por que querem sempre ir tirando uns acentos a cada reforma. Dizem que é pra tornar a língua mais moderna, mais ágil. Como assim? Ela está indo pra onde? Consideram isso evolução? Os acentos nos permitiam diferenciar uma preposição "para" de uma conjugação do verbo parar "pára". Agora nós dependemos de analisar a frase. Não gosto. Pra mim a palavra é ou deixa de ser.

Sempre achei lindo isso na nossa língua, existir uma palavra para cada coisa e a diferenciação entre algumas serem os acentos e não precisarmos ficar analisando a frase. Em outras línguas não existem as palavras para indicar cada coisa.  No alemão eles juntam as funções esperadas na palavra, um exemplo hipotético "interruptor" em alemão você juntaria as funções e daria a palavra "ligadordesligadorpassagemcorrenteelétricalampada" traduzindo: ligador e desligador de passagem de corrente elétrica para a lâmpada (tem uma piada bem legal sobre alemão nesse blog: piada_sobre_alemão). No inglês almofada é cushion seat ou colchão de assento. E por aí vai...

Sei sei, a tal da globalização... blá-blá-blá. Talvez queiram que os teclados dos computadores sejam únicos no mundo, será? Acho até que seria bom por esse lado, mas daí a desfigurar a nossa língua, não. Se for assim por que não cortam logo todos os acentos e ficamos com uma língua insossa como o Inglês? Aliás, por que o mundo inteiro não fala Inglês, pronto! Resolvido! :-)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Rapidinhas

  • O para-lama  da bicicleta vai acabar sendo apelidado de bigodinho de Hitler. Antes ele ia até uma altura e depois ainda tinha o tal do para-barro que era tipo uma sainha para evitar totalmente que a lama espirrasse na gente. Hoje em dia o para-lama é uma coisa totalmente inútil, pois ele tem no máximo uns 30 centímetros. Pra que serve isso??? Desevolução.

  • Antes podíamos entrar num quarto escuro e ir direto ao interruptor para acender as luzes. Hoje, temos que ficar tateando a parede até o encontrarmos. Por que será que tiraram a bendita da fluorescência dos interruptores? Aliás a pergunta seria "pra que tiraram? ". Desevolução.

  • Filosofando um pouco: Hoje em dia as invenções chegam para resolver problemas que não existiam antes delas chegarem. Uau! Hoje eu arrebentei :-)

Um par de siglas

É incrível ver como as novas tecnologias alteram nossas vidas de maneira evolutiva e como certas pessoas criam definições que nos faz regredir.

Quando tínhamos apenas as já antigas TVs de tubo de imagem (CRTs) que tinham resolução máxima de 480x240 linhas assistíamos a jogos com os nomes dos times inteirinhos "Flamengo 3 x 1 Fluminense". Podiam ficar meio embaçados ou indefinidos, mas sabíamos o que queriam dizer "Flamengo" e "Fluminense", assim pelo formato das letras, sei lá, a gente conseguia ler, ponto!

Pois é, hoje em dia com as TVs novas, as HDTV (TV de Alta Definição) com até 1920x1080 linhas de resolução, poderíamos colocar até "Cruzeiro 5 x 1 América de Teófilo Otoni". Aí alguém teve a brilhante idéia de reduzir os nomes dos times para siglas. Ficou assim: "CRU 5 x 1 ATO" ( o que é ATO??? )

Você simplesmente não consegue mais saber jogo de quem contra quem, porque não está mais escrito na tela e os times agora estão na moda de usar uns 7 tipos de uniformes diferentes, inclusive com cores diferentes (veja o palmeiras com o amarelo, sempre o vi de verde e branco). Só depois que você senta e ouve uns 10 minutos de jogo é que você consegue descobrir. Será uma tática das emissoras para que você assista mais aos jogos?

Me pergunto: "Siglas? Pra que?". Isso é evolução? Quanto maior a resolução dos aparelhos, menores ficarão os nomes? Desevolução. Tá bom, daqui a alguns anos teremos no placar "A 1 x 0 B" e o espectador terá que ir na internet pra descobrir quem é o A e quem é o B. Isso vai ser engraçado :-)

domingo, 1 de maio de 2011

Fotografia digital: Cadê o e-film ???

Sou um apaixonado por fotografia, inclusive todas as minha matérias eletivas na faculdade de informática eu as cumpri na área de comunicação (fotografia, fotopublicidade e fotojornalismo).

E sempre acompanhei a revista Fotografe Melhor. Me lembro de ter lido nessa revista o lançamento mundial previsto na feira internacional Photokina de 2001 em Colonia na Alemanha do que seria um avanço sem igual para o mundo da fotografia para que se passasse de vez para o digital, o e-film.

O que estava acontecendo na época: as câmeras digitais estavam sendo lançadas sem muitos recursos fotográficos, pois os recursos das fábricas estavam focados em fazer os CCDs (sensores digitais que substituíram os filmes) cada vez com mais qualidade para que as fotos pudessem ser impressas com o mínimo de definição.

Pois bem, os fotógrafos profissionais não podiam migrar para as digitais porque a definição era baixa e as câmeras novas não faziam tudo o que as câmeras de filme faziam. Então alguém teve uma idéia maravilhosa, elaborar um equipamento que pudesse ser colocado em qualquer câmera de filme para captar imagens digitais sem ter que modificar nada na câmera, que fosse usado de maneira transparente e isso foi feito e foi chamado de e-film.

Veja pelo formato que ele se parece com um rolo de filme com uma ponta do filme puxado para fora. Nessa ponta está o CCD e no rolo do filme está a parte que processa e grava a imagem. É só colocá-lo na câmera assim:

Seria uma mão na roda pra todos os fotógrafos com suas máquinas maravilhosas e caríssimas de filme com lentes de alta qualidade e igualmente caras. Ninguém iria ter que trocar a sua câmera do coração :-)

Aí você poderia pensar: poxa as fábricas querem vender câmeras novas pra ganhar dindin, mas também dava pra ganhar dindin com o e-filme, não? Quem não iria querer comprar esse equipamento para manter suas maravilhas fotográficas do século passado funcionando até hoje?

Ele chegou a ser lançado na Photokina e custaria por volta de R$ 800,00 a primeira versão com uma definição de uns 2 megapixels. Mas do mesmo jeito que os CCDs fossem evoluindo, dava pra evoluí-lo junto.

Bem, o que eu acho que aconteceu? As grandes do mundo fotográfico devem ter comprado a marca e a patente e nunca mais se ouviu falar no equipamento. Lamentável!

Isso é evolução? Desevolução total, principalmente se falarmos do consumo de recursos da natureza pra fabricar máquinas novas ao invés de se adaptar apenas uma parte delas.

E que vença sempre o consumismo... Tsc! Tsc! :-(

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Carros lentos, na evolução.

O que podemos dizer da indústria automobilística? Eles estão sempre inovando, estão tão evoluídos... ops! nem tanto.

É engraçado, cada fabricante mostra uma evolução legal em um item do carro e parece que todos os esforços foram gastos nessa evolução que acabam deixando uma coisa arcaica pra trás.

Existem carros que tem trava elétrica nas portas, ou seja, as portas só se abrem ou fecham com o comando da chave e ainda assim é possível de serem trancados com a chave dentro. Isso é uma situação que me lembro de ver desde que eu era criança, pessoas tentando de tudo pra abrir o carro e com a chave bem ali jogada  no banco da frente. No meu carro por exemplo isso é possível, apesar do controle elétrico das portas, pois só existe a impossibilidade de se trancar por dentro a porta do motorista, mas se eu passar pela porta do carona e trancá-la por dentro eu consigo trancar o carro com a chave dentro. Ridículo!

Por que ainda existem carros que depois de desligarmos e retirarmos a chave da ignição ainda ficam coisas ligadas, como os faróis acesos? Pra que ficam os faróis acessos depois que o dono vai embora? Eu até entendo que uma pessoa queira deixar o carro desligado e o farol aceso para iluminar alguma coisa, como numa situação de emergência, mas é só fazer como no meu carro, a gente vira a chave da ignição até desligar o carro e continua virando mais um pouquinho e aperta um botãozinho que tem ali na própria ignição e pronto, posso deixar o carro desligado e o farol aceso. Permitir que o farol fique aceso por descuido e descarregue a bateria toda é uma lástima. Desevolução total.

Ainda mais que as baterias evoluidíssimas de hoje não requerem água. Ótimo! Mas também não permitem que se coloque água para prolongar a vida útil ou quando foram totalmente descarregadas, como se fazia antigamente. Aí se elas se descarregam totalmente, é simples, você pega a bendita e joga fora. Jogar fora toda a carcaça e todo aquele material feito com metais pesados que polui tudo só porque aconteceu um deslize de deixar o farol aceso? Isso é evolução? Não sei não... :-)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

TV tela "prana"

Lembra quando surgiram as TVs tela "plana"?

Pois é, o antigo CRT (Cathod Ray Tube ou Tubo de Raios Catódicos) foi totalmente remodelado para se tornar plano.

Vamos lá, como funciona um CRT? Naquela singela peça de vidro que pesa uns 20 quilos tem uma camada de fósforo e outros materiais por dentro e lá no fundinho tem um canhão de raios catódicos. Bem, como esses raios saem do centro do tubo, o tubo não poderia ser plano porque os raios que seriam projetados fora do centro gerariam uma imagem meio deformada.

Pois bem, esse vidro meio abaulado fazia com que as pessoas que estivessem no canto direito da sala vissem uma imagem meio achatada do lado esquerdo da tela da TV. Então, os fabricantes tiveram a grande idéia de tornar a tela plana simplesmente "aplainando" a frente do tubo. Pronto! E como num passe de mágica nós passamos a assistir uma imagem deformada numa tela planinha. Isso fica bem visível quando está passando um documentário sobre a natureza e é mostrado o horizonte lá embaixo na tela e a câmera vai navegando, a gente vai vendo a linha do horizonte torta perto das bordas da TV.

E eu volto pra mesma pergunta: Isso é evolução? Para vermos toda a imagem da TV em qualquer lugar da sala  teremos que ver uma imagem deformada? Ainda bem que agora estamos todos partindo pros LCDs e LEDs que só têm o problema dos pixels perdidos. Nada irritante ficar olhando praquele pontinho preto o tempo todo e pensando que é uma sugeirinha na tela ou que é um inseto dentro da imagem do filme, deixa pra lá...  :-)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Fato motivador: GSM

Lembro-me quando todos nós tivemos que migrar das tecnologias CDMA e TDMA de celulares para a espetacular GSM.

Teríamos a princípio duas grandes vantagens: a Portabilidade e no mínimo umas 42 Funções distintas.

Bem, a portabilidade só conquistamos uma década depois e mesmo assim tem umas operadoras resistentes a idéia. Estávamos sempre "presos" a uma operadora e isso não era o que o criador do "chip" pregava. E quanto as 42 funções, até o momento temos o GPRS (poder usar o celular para navegar, transmitir informações ou como MODEM) que até hoje não nos dá uma velocidade de acesso razoável a internet; localização por triangulação, já substituída pelo GPS, ou seja, não é mais uma função do celular, é um serviço externo, não tendo a ver com o GSM; e o utilíssimo SMS que apesar de ser um custo mínimo para as operadoras sai bem caro para nós usuários. Por exemplo: em 1 minuto de conversação a operadora gasta 10 vezes mais bytes para transmitir a voz do que uma mensagem SMS, isso sem contar o custo que tem para  estar ali, ao vivo conectando os dois aparelhos. E num plano pós-pago o minuto falado custa 1/4 de uma mensagem SMS (vai entender (?) ).

Isso tudo sem contar que a tecnologia GSM foi baseada na TDMA considerada menos avançada que a concorrente CDMA. (Por que?)

Parei pra pensar: Por que não estamos evoluindo? E se não estamos evoluindo estamos o que? Desevoluindo?

Desde então comecei a pensar nessas coisas que estão desevoluindo.

Vou começar a enumerá-las aqui nesse blog e quem tiver algum comentário a fazer com alguma coisa que ainda não observei, aceito sugestões de pauta. :-)